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Segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Notícias/Sorocaba

Insegurança explode na Zona Oeste de Sorocaba e população pede socorro

Furtos, invasões, tráfico, desordem em adegas e descaso com denúncias agravam o drama dos bairros; moradores são convocados a se mobilizar.

Insegurança explode na Zona Oeste de Sorocaba e população pede socorro
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A Zona Oeste de Sorocaba, uma das regiões mais populosas e dinâmicas da cidade, vive atualmente uma de seus piores momentos na segurança. Moradores de bairros como Wanel Ville, Central Parque, Jardim Simus, Jardim Zulmira, Parque Ouro Fino, entre outros da Zona Oeste, relatam uma onda de criminalidade crescente e a sensação constante de abandono pelo poder público.

Invasões a residências, furto de fios de cobre, vandalismo e uso de drogas em locais públicos têm se tornado ocorrências corriqueiras. Os relatos são muitos e angustiantes. Muitos usuários chegam a subir em telhados para poder puxar a fiação na laje, causando prejuízo aos moradores.

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"Na última semana mesmo tentaram invadir uma loja de informática na General Carneiro e um salão de beleza na Vila Jardini. A pessoa voltava toda hora para tentar levar a fiação da loja de informática, como se tivesse certeza de que ninguém ia impedi-lo", conta Renata, comerciante e moradora da região. Pelas câmeras da avenida é possível o meliante acenando dissimuladamente para os policiais quando passam por ele.

Outro problema apontado é o aumento da atuação de quadrilhas. "Eles vêm em três ou quatro, estouram portão, entram e levam o que conseguem. Isso está virando rotina", diz Rodrigo, morador do Jardim Simus.

Além disso, tornou-se comum o roubo de motos das garagens de residências e de prédios sem portaria. Pelas câmeras é possível perceber a passagem sempre em 3 ou 4 motos, com garupas que irão pilotar a moto roubada. Até o momento, nenhum tipo de operação foi formada para conter a quadrilha.

Nenhuma descrição disponível.
Quadrilha especializada em roubo de motos em ação pelas câmeras

No Wanel Ville e na Avenida Elias Maluf, a situação nas noites e madrugadas é descrita como um verdadeiro tormento. Jovens empinam motos, frequentam adegas que funcionam até tarde, gritam,
ouvem som alto e consomem bebidas e drogas na calçada.
"Minha neta estava brincando e achou dois pinos de droga perto do portão. Isso é revoltante!", desabafa dona Neuza, moradora do bairro.

No Central Parque, moradores relatam que o barulho causado por motocicletas e pelos frequentadores de algumas lanchonetes que funcionam até tarde da noite têm tirado a paz de duas crianças autistas e idosos que moram nas proximidades. "É uma falta de respeito sem tamanho", afirma um morador que preferiu não se identificar.

"Minha mãe tem 82 anos e não consegue mais dormir. Já reclamamos, mas nada muda", afirma Joana, moradora da Rua Eugênio Toledo Pereira, onde também tem uma lanchonete próxima que não poucas vezes optou pelo barulho até altas horas.

Outro fator grave é a presença crescente de usuários de drogas vindos de outras cidades. Como a reportagem do Jornal Metropolitano SP pôde confirmar, é comum que prefeituras vizinhas "despejem" essas pessoas em Sorocaba. Um usuário relatou que o SOS de Itapetininga prometeu a passagem para sua cidade natal, Itaporanga, mas acabaram embarcando-o para Sorocaba. Em outra ocasião, 3 usuários em situação de rua foram abordados e afirmaram que a secretaria de Cidadania de Tatuí os embarcou para Sorocaba, com a promessa de que seriam bem tratados pela Humanização da cidade. Portanto, o que se observa, é uma migração sem fim de cidade para cidade, na tentativa de se livrar do problema ao invés de resolve-lo

"Não adianta fingir que isso não acontece. Eles estão aqui, abandonados, sem tratamento, sem suporte. Isso é desumano e perigoso para todo mundo", diz dona Zilah, do Parque Ouro Fino. Outro problema nesse bairro, é o tráfico de drogas e prostituição na porta do parque, exatamente na Coopereso. Diversas reclamações foram feitas para as autoridades, mas nada foi feito para eliminar o problema.

No viaduto da Rua Humberto de Campos, já no Jardim Zulmira, uma "pequena cracolândia" se forma toda noite. O trânsito nessa região é intenso, com usuários cortando o campo atrás do Batalhão em direção a estabelecimentos clandestinos de reciclagem para vender os produtos de furto. Depois se reunem embaixo do viaduto para orgias e uso de drogas. Já na linha do trem, que corta o Jardim Zulmira, alguns barracos improvisados começam a surgir. E o problema persiste até o Parque Esmeralda, que também sofre com a invasão de usuários que saem em busca de tudo o que encontrarem pelo caminho e venderem em ferros-velhos ou estabelecimentos clandestinos de reciclagem na região do Jardim Itanguá.


Usuários tem subido em telhados para
furtar fiação.

A população pede ação urgente e coordenada do poder público.

Fato é que algo precisa ser feito. Não são homicídios, mas são ocorrências em diversas regiões da Zona Oeste, que tiram a tranquilidade da população, que não conseguem dormir direito. Medidas emergenciais precisam ser tomadas para evitar que a situação piore

10 sugestões emergenciais para conter a violência na Zona Oeste:

  1. Aumento imediato do patrulhamento da GCM e Polícia Militar nos pontos mais críticos.

  2. Reativação e ampliação do Programa Vizinhança Solidária, com as patrulhas diárias.

  3. Intensificação da fiscalização em adegas e estabelecimentos que causam perturbação do sossego.

  4. Criação de um canal direto entre lideranças comunitárias e as secretarias de segurança e fiscalização.

  5. Utilização de tecnologia (como drones e câmeras com leitura de placas) em pontos estratégicos.

  6. Ações integradas de abordagem, assistência e tratamento de usuários em situação de rua.

  7. Fechamento de estabelecimentos de reciclagem e ferros-velhos clandestinos que compram cobre de origem duvidosa e produtos de furto.

  8. Atuação conjunta entre a prefeitura, a câmara e a polícia para cobrar responsabilidade das cidades que enviam usuários para Sorocaba.

  9. Aumento do efetivo da GCM e sua presença em rondas noturnas.

  10. Reforço da iluminação pública e recuperação de praças e espaços abandonados.

Monitoramento colaborativo cresce na ZOna Oeste

Como forma de resistir à criminalidade e contornar a morosidade das ações do poder público, moradores têm investido cada vez mais em sistemas de monitoramento colaborativo.

Com câmeras interligadas entre vizinhos, alertas por aplicativos e grupos comunitários atuantes, essa rede de proteção tem aumentado a prevenção e a sensação de segurança e ajuda a identificar suspeitos e prevenir crimes. Por isso, a consciência coletiva se torna muito importante.
Além disso, as imagens podem acabar se tornando instrumentos importantes na investigação de furtos e invasões, fortalecendo o trabalho da polícia e dando mais respaldo aos moradores.

“Com as câmeras colaborativas, a gente consegue identificar suspeitos e alertar o grupo em tempo real. Já evitamos vários problemas aqui na nossa rua. Aqui, em 9 ruas, temos 42 câmeras instaladas.”, diz Anderson Maccari, morador da Vila São Caetano. 

Apesar de não substituírem a presença do Estado, as redes de monitoramento coletivo mostram que a união da comunidade é uma das armas mais poderosas contra a criminalidade. Mas ainda é preciso aumentar muito a participação nas câmeras colaborativas. Quanto mais câmeras forem instaladas, maior aumenta a rede de segurança local.
O Grupo V3 Connect, responsável pela construção dessa rede de segurança, na Zona Oeste e Sorocaba, pode dar mais informações através do Fone/Whatsapp 11 97286.6321

Fortaleça sua região através do CONSEG e veja como participar

O CONSEG (Conselho Comunitário de Segurança) é um espaço onde moradores, forças de segurança e prefeitura se reúnem para tratar diretamente dos problemas de segurança pública.

Lá, é possível apresentar queixas, sugerir melhorias e acompanhar o encaminhamento das demandas junto às autoridades competentes.

Quanto mais moradores participam, mais força têm as reivindicações. Verifique nos grupos, nas redes sociais ou através do CONSEG de sua região a agenda de reuniões. Sua participação é muito importante. 
Leve fotos, vídeos, documentos. A voz da comunidade precisa ser ouvida para que a mudança aconteça. A próxima reunião do CONSEG está marcada para o dia 20 de maio, no Wanel Ville, em local a ser confirmado até o dia 5 do mês corrente, já com a nova diretoria.

 

FONTE/CRÉDITOS: Metropolitano SP

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